11 de novembro de 2009

O futebol a honra e a honestidade

Esta semana foi impressionante a quantidade de reportagens que saíram sobre o gol que "retiraram" do Palmeiras no jogo anterior. Nós todos passamos por vários problemas sociais, mas sempre com vários e vários programas passando sobre um jogo onde as pessoas deixam de resolver suas próprias pobres vidas para assistir jogadores muitas das vezes milionários...

Sou um dos defensores do compartilhamento do espaço reservado do esporte para as outras muitas modalidades que hoje existem. Modalidades que em oposição ao futebol no Brasil vivem situações lamentáveis, onde não damos importância nunca para os nossos atletas e muito menos apoio. Apenas paramos para assistir de quatro em quatro anos as olimpíadas que de forma hipócrita, até deixamos de dormir quando os jogos acontecem do outro lado do mundo.

Porém, gostaria de ressaltar uma questão sobre este esporte que hoje move multidões no Brasil. Não quero criar vários posts sobre este assunto nem quero prolongar muito a conversa. Mas, voltando ao lance que ocorreu esta semana "contra" o Palmeiras acontece e já aconteceu várias e várias vezes. Para os times que estão fora do eixo Rio - São Paulo os erros são maiores e são mais absurdos, porém, como não estão dentro do "grande futebol" e fazem parte apenas dos chamados "times médios" e além de que não possuem tanta força nos telejornais e programas de alcance nacional.

Só para falar sobre o jogo que aconteceu hoje, entre Palmeiras e Sport, o juiz (Elmo Alves Resende Cunha) , o presidente da CBF (Presidente vitalício para sempre até depois da morte Ricardo Teixeira), o Presidente da comissão de arbitragens da CBF (Sérgio Corrêa da Silva) já vieram pressionados para dar um resultado "satisfatório" para o Palmeiras. Caso tenha a oportunidade de assistir, é possível observar que o Sport teve diversos cartões amarelos, tendo seus atos equivalentes, porém com resultados em relação aos cartões desproporcionais. Além disto, apitou em um lance indiscutivelmente legal, porém, que voltou atrás na sua decisão. Eu não sou um grande conhecedor de regras do futebol, mas sei que primeiramente, quando o juiz apita, o jogo pára, segundo que quando os jogadores continuam a jogada após o apito de um juiz, ele deve levar cartão amarelo.

Veja que os jogadores do Sport páram, Diego Souza pára, Kléber Machado fala que o juiz deu impedimento, o juiz leva o apito até a boca, o juiz fica meio indeciso em dar o gol.



Pessoal, eu só queria pedir mais honestidade no futebol, todos sabem que sou um torcedor do Sport, não sou tão fanático, e sabia e sei muito bem que o Sport não tem ou tinha nenhuma chance de continuar na primeira divisão, porém, ser rebaixado em um jogo onde a arbitragem muda de opinião a cada momento e para o jogo bem no lance de um gol e depois diz que não fez nada... É muita incapacidade e cara de pau. Espero que o juiz ao menos cancele o gol e assuma o erro.

Gostaria de aproveitar este mesmo post para citar um caso onde o Santa Cruz recebeu um e-mail de um juiz pedindo um favor para quando fosse apitar o jogo decisivo que levou o time do Santa Cruz até a terceira divisão:

























Ahhh, vale lembrar. Quando o juiz foi "descoberto" apitando jogos "contra" "equipes grandes". Alguns dos jogos foram cancelados. Quando ocorreu o caso do Santa Cruz que está documentado, não houve absolutamente nada. E quem assistiu os comentários de Kléber Machado depois do jogo viu... Ele distorcer os fatos. Dizendo que o Sport havia afirmado que não foi impedimento. Como todos já devem ter lido antes, o problema foi o juiz ter apitado. É muito estranho ver a Globo distorcer uma coisa como esta. Apesar da imagem do vídeo se da própria Globo. A Band está de parabéns, onde inicialmente falou que não havia escutado e logo foi atrás para verificar o que havia acontecido, constatou o fato e mostrou que o juiz havia apitado.

Desrespeitos, no plural

Ontem foi ao ar no CQC a matéria em que Danilo Gentili acaba preso na
cidade de Assis, interior de São Paulo. O repórter estava na cidade
fazendo uma reportagem sobre uma lei de 1937 ressuscitada recentemente
que pode mandar para a cadeia pessoas que estajam apta ao trabalho,
mas que esteja na rua sem fazer nada. Para isso, Gentili se disfarçou
e ficou no meio da rua fingindo não fazer nada. Até que dois policiais
militares notaram o "vadio" lá. Olhando a matéria, pode-se perceber um
desrespeito de ambos os lados. Do Danilo, que respondia de forma vaga
as perguntas dos policiais e chegou até a mostrar o dedo médio pra
eles; dos oficiais que, truculentos, abusaram da autoridade e
agrediram o repórter; e da cidade que possui uma lei extremamente
ultrapassada e subjetiva.

Para quem não viu, aqui está o vídeo, vejam e tirem suas próprias conclusões:

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6 de novembro de 2009

O Homem Terminal

Mês passado a Azul Linhas Aéreas lançou uma promoção chamada Passaporte Azul. A pessoa que comprasse esse passaporte poderia viajar quantas vezes quisesse durante quase um mês para qualquer destino que a companhia voasse. Com essa oportunidade e esse passaporte, o jornalista Fabiano Rampazzo decidiu passar 25 dias viajando pelo país apenas com uma mala de mão no objetivo de avaliar a qualidade dos aeroportos brasileiros.

Nessa empreiteira, que começou no dia 28 de outubro em Campinas, Fabiano passou ou passará, na ordem, por Fortaleza, Rio de Janeiro, Recife, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Curitiba, Maceió, Navegantes, Vitória, Manaus, Campo Grande e Maringá, de onde volta para Campinas. Nesses 14 terminais ele pretende analisar os prós e contras de cada um deles, bem como os diferentes perfis de seus públicos, a qualidade dos guichês, dos banheiros e dos assentos, se dá para se alimentar bem, dormir ou tomar banho, se há farmácias, internet, bancos, achados e perdidos, correio. Em resumo, o que cada aeroporto tem pra oferecer.

Confesso que fiquei com um pouco de inveja dele. Deve ser uma experiência bem exótica. Se eu tivesse tempo e dinheiro, tenho quase certeza que toparia fazer algo parecido. A diferença é que eu só usaria o terminal pra dormir, e mesmo assim tentaria pegar uns voos de madrugada pra poder dormir no avião. Durante o dia, deixaria as malas em guarda-volumes e iria conhecer pelo menos um pouco de cada cidade.

Para quem quiser acompanhar essa aventura, o endereço do blog dele é o http://homemterminal.blog.terra.com.br/

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5 de novembro de 2009

Saúde pública em Belém

A cidade de Belém, apesar de ser a capital de um dos estados no nosso país está demonstrando uma falta de respeito primeiramente, por todo o povo (aqueles eleitores que os políticos correm para pedir voto) da capital e também por todo o nosso país! Sim! O nosso país! Sabe aquelas pessoas que adoram ficar falando "meu estado sustenta o seu", "minha cidade sustenta a sua", "minha cidade é mais rica", "quero independência do país, pois todo o dinheiro está aqui"? Porque não falam algo do tipo... "Vamos fazer passeata pela saúde de Belém do Pará"? "O que vocês estão fazendo com o nosso dinheiro investido"? "Vamos crescer juntos e diminuir a desigualdade do nosso país...", "Vamos multiplicar o crescimento da nossa nação investindo certo por todo o país".

É incrível como sempre esses pensamentos pequenos, imbecis, preguiçosos, repetitivos e burros sussurram por aí e as pessoas não sentem um mínimo de vergonha de falar este tipo de coisa.

Assim como havia falado sobre a violência do Rio, a saúde do Pará também tem lá uma parte do MEU, do SEU, do NOSSO salário e impostos!

Tudo isto para começar falando sobre o que aconteceu com um pai de família que estava brincando com seu filho quando começou a passar mal. E ai? Precisou do atendimento público nos hospitais. Adivinha? Era feriado... E aí? Os hospitais públicos não estavam atendendo! O homem morreu! Depois de passar nos hospitais municipais "Unidade Municipal de Saúde Igoaraci" e "HPSM" onde os funcionários resolveram aproveitar o feriado e não apareceram para trabalhar. Além destes, o hospital estadual "Hospital Abelardo Dantas" (Eu não consegui ler o último nome) e a clínica que presta serviço para o SUS "CLISA" também se recusaram à atender ao homem. Essa clínica, garanto que ganha muito bem para poder ficar fechando o atendimento e se recusando à atender pacientes. Temos que saber o quanto de dinheiro que entra em cada um destes hospitais! TEMOS TODOS! Inclusive eu que nunca fui em nenhuma cidade do Pará! Chega! Precisamos saber o que acontece com o nosso dinheiro! Vale apena assistir para sabermos o que aconteceu neste caso.



Outro caso do passado foi o do senhor Antônio de Souza, também de 40 anos que morreu de infarto dentro do hospital por falta de atendimento, onde os familiares que ficaram tentando ressuscitar o paciente.



No mesmo hospital municipal do caso do feriado, o "HPSM", uma outra mulher morreu de infarto por falta de atendimento, onde mais uma vez familiares tiveram que tentar salvar a mesma. Antes, um menino havia morrido também por falta de atendimento, onde neste caso, a médica se recusou à atender ao garoto.


E para finalizar, um paciente com com dengue, passou 1 hora na ambulância. Enquanto que outro teve uma bala retirada da cabeça no meio do corredor, em cima da maca de atendimento.

A crise nos mostrou e mostrou aqueles intocáveis grandes investidores da bolsa que todos nós podemos um dia precisar desse sistema de saúde brasileiro que está na mão desses irresponsáveis, ladões, pilantras dos nossos já miseráveis municípios, nossos intocáveis estados, de nosso alienado país. Onde a corrupção deita e rola em todas as camadas sociais.

Enquanto isto, a nossa população está mais preocupada com o que acontece no campeonato brasileiro de futebol, que está perto da sua fase final.

Que tipo de jornalismo é esse? Que informa? Cadê os meus impostos? Futebol é diversão, lazer, isto aqui é vida real! E a população? Também não sabe comentar sobre a saúde? Mas o futebol está em sua fase final, não é mesmo? Cadê os sangue-sugas? Não deu em nada! Sabe porque? Não é porque o PT, partido do presidente está envolvido! É porque estão envolvidos tanto os partidos de direita (que apoiam o presidente), quanto os partidos de esquerda (que apoiavam FHC). A mesma coisa para a operação Vampiro! Assim, ninguém quer apurar nada! Vamos deixar de sermos burros! Vamos olhar a verdade, não aquilo que nos convém! Não pode ser que os mais de mil eleitores não possam gerar mais 1000 cidadãos conscientes. Se não? Foda-se tudo e deixa tudo como está... E vamos acompanhar as últimas rodadas do "brasileirão".

4 de novembro de 2009

Demofather

25 de outubro de 2009

Ou libera, ou prende!

Aproveitando tudo o que está girando em torno do que acontece no Rio, vou falar um pouco de um assunto que está intimamente ligado ao poderiu armamentício e financeiro dos traficantes que normalmente estão nos morros. Falar do próprio tráfico de drogas.

No nosso país o problema da droga é tratado de forma no mínimo hipócrita. Vamos ao exemplo: Se nós comprarmos um produto roubado ou contrabandeado, tanto aquele que roubou, interceptou, vendeu e o que comprou podem ser presos (Falo podem por que sinceramente, é mais fácil ver um integrante dos três poderes - executivo, legislativo e judiciário - comprar um item de origem duvidosa do que vê-los atuando na repressão. Salvo quando não há uma operação específica para tal fim). O mesmo ocorre com os produtos roubados. Porém, no tráfico de drogas o plantador, o químico, o empacotador, o receptor, o vendedor e o transportador podem ser presos, mas o comprador não. É como se um produto ilegal fosse legalizado apenas por mudar de mão ou do dono.

Aí, você deve se perguntar o porque? Fácil! Quando os filhos ou muitas vezes os próprios representantes de um dos três poderes, jornalistas, empresários ou simplesmente famosos ou poderosos financeiramente falando tudo o que vai de encontro ao interesse dessas pessoas acaba tendo uma brecha na lei, que normalmente só consegue ser explorado por quem? Por estas mesmas pessoas que citei anteriormente.

Não estou dizendo que deve-se proibir o uso, ou liberar, não defendo nenhum dos lados. Mas que o certo é: Ou libera, ou prende. Tudo independente de que nome está na carteira de identidade. Ao pessoal do judiciário, lembrem-se, a justiça é cega, não burra.

21 de outubro de 2009

Rio 40 graus, mostrando todas as suas faces (Parte 2)

Semana passada estive no Rio de Janeiro para um simpósio e, pegando carona no post anterior de David, venho aqui compartilhar as minhas impressões sobre a cidade.

O Rio de Janeiro realmente é uma cidade maravilhosa. É impressionante como ela se adaptou bem ao relevo cheio de morros. Até as belas praias urbanas, com suas faixas de terra bem largas tem vista de morros para todos os lados. O Rio respeita os pedestres, nos domingos e feriados várias de suas avenidas são fechadas pra carros de modo que as pessoas possam desfrutar uma caminhada ou uma brincadeira com os filhos numa avenida na beira da praia, por exemplo. Além disso, as calçadas são limpas, largas e com rampas pra deficiente. O carioca é um povo muito prestativo, as pessoas se ofereciam para nos ajudar a chegar nos cantos. O carioca boêmio, gosta de andar na rua e comer fora. Também pudera, com uma cidade linda dessas quem ia querer ficar em casa? Eles andam na rua todas as horas, manhã, tarde, noite e até de madrugada. Aqui em Recife, isso é uma coisa impensável, mas lá em por pouco não peguei um ônibus depois de meia noite pra descer a duas ruas de onde estava e ir caminhando pra lá tranquilamente, só não fiz porque arrumei uma carona.

O Rio de Janeiro é o esteriótipo do Brasil, uma terra cheia de contrastes. Ao mesmo tempo que se pode andar tranquilamente à meia noite em algumas regiões da cidade, em outras não se pode andar nem ao meio dia. Enquanto eu tirava fotos tranquilamente da praia de Copacabana, não poderia sequer tirar a minhã câmera do bolso em alguns cantos do centro do cidade. Essa mesma cidade não respeita os pedestres, pois não tem calçadas para se andar, seja por ausência ou entulho. Há muitos cariocas mal educados, motoristas de ônibus que queimam paradas ou dirigem avançandos todos os sinais vermelhos. Nos cruzamentos, depois que os sinais de carros fecham, os de pedestres demoram cerca de cinco segundos pra abrir, pois a quantidade de gente que avança sinal vermelho é grande. Eu, em apenas dois dias andando no centro, quase fui atropelado duas vezes. O jeitinho brasileiro e a vontade de levar vantagem sobre os outros é muito visível lá, coisa que não vi em canto nenhum do país que já fui. Seja no taxista querendo botar mais gente do que o permitido no taxi ou numa corrida do mesmo hotel pra mesma universidade que teve dois preços diferentes.

Em resumo, o Rio é o esteriótipo do Brasil. Duas cidades dentro de uma. Uma de primeiro mundo, realmente maravilhosa onde se anda tranquilamente e se tem uma vida muito boa; e a outra de terceiro mundo, onde se anda preocupado com a violência e as condições de vida. É uma cidade que vale a penas se conhecer, pois lá se tem um entendimento melhor do nosso país como um todo. Uma cidade que gostei de conhecer e que voltaria pra terminar de conhecer. Mas não é um lugar que eu gostaria de morar, pois é muito chato viver nesse contraste constante.

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18 de outubro de 2009

Rio 40 graus, mostrando todas as suas faces

O Rio de Janeiro está ficando mais conhecido por todo o mundo mais do que nunca. Primeiro vai ser a cidade que provávelmente irá sediar o encerramento de mais uma copa do mundo no Brasil. Depois, virou a primeira cidade da América Latina a ser escolhida como sede dos Jogos Olímpicos Mundiais. Agora, está bastante conhecida por ser a cidade em que não há guerra declarada, mas que ao mesmo tempo, possui policiais que não carregam pistolas, revólveres e cacetetes, mas fuzis e metralhadoras. Por ser a cidade que o estado não chega em certos pontos, onde praticamente existe um outro país dentro de seu território, algo como Itália e Vaticano, só que neste caso, não há um convívio harmonioso, mas um armado. Onde helicópteros da polícia são derrubados por "civis". E quando o Rio de Janeiro foi dormir pensando em esquecer a Sexta e o Sábado sangrento, eis que surge o Domingo com a notícia de que o coordenador de projetos sociais do grupo Afroreggae, Evandro João da Silva, foi morto.

Então, você deve estar pensando: "Ainda bem que eu não moro no Rio". O problema é que se continuarmos com este pensamento, o que acontecerá é que todo o país que hoje já é afetado não só pela imagem, mas pelo próprio tráfico, será tomado por vários grupos e acontecerá que teremos mais áreas iguais às estas, que o tráfico será dono.

Pior, a culpa é nossa. Queremos sempre ser um povo do mundo, cidadãos do mundo, mas não enxergamos o problema do próximo. Fazemos passeatas pela guerra entre palestinos e israelenses, fazemos festa pela eleição de Obama para presidência dos EUA, pelo fim da guerra do Afeganistão e do Iraque. Nada disto é problema, se não fosse por um detalhe: nenhuma cidade ou estado faz passeata pelo outro. Ou seja, cidadãos de São Paulo, Recife, Porto Alegre, Distrito Federal, Manaus entre outros não pressionam o governo municipal, estadual e federal para que resolvam o problema no Rio.

Prêmios